Os processos inflamatórias das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos forma a acne, mais conhecida como espinhas e cravos. Afeta tanto adolescentes como adultos, principalmente as mulheres. Acomete com maior frequência a face, mas também pode ocorrer nas costas, ombros e peito.

A acne deve ser tratada o mais precocemente possível. Não se deve tomar mais a postura de não se preocupar e não tratar a acne por ser considerada “própria da idade”, “de desaparecimento espontâneo com o tempo” ou “de não ser doença”. O controle dessa doença é recomendável não só por razões estéticas (melhora da aparência geral), como também para preservar a saúde da pele e a saúde psíquica, além de prevenir cicatrizes (marcas da acne) tão difíceis de corrigir na idade adulta. Para o tratamento da acne é necessário verificar se a doença apresenta lesões não inflamatórias (“cravos”) e/ou inflamatórias (“espinhas, nódulos, cistos) e/ou cicatrizes.

Em formas leves o tratamento pode ser apenas local, com inúmeros produtos existentes no mercado isolados ou combinados: ácido salicílico, peróxido de benzoíla, retinoides (tretinoína, adapaleno), antibióticos (clindamicina e eritromicina, de preferência associados, no mesmo produto, aos retinoides ou peróxido de benzoíla) e ácido azeláico.

Quando o quadro não evolui bem, associa-se o tratamento por via oral, utilizando-se antibióticos específicos, da classe das ciclinas (tetraciclina, doxiciclina, minociclina, limeciclina) ou macrolídeos (eritromicina) ou sulfas (sulfametoxazol-trimetroprim), sempre associados ao tratamento local com retinoides ou peróxido de benzoíla ou ácido azeláico.

O tratamento com antibiótico oral deve ser feito por, no máximo, três meses, em um ou até três ciclos. O tratamento hormonal, com anticoncepcionais orais, é sempre útil para as mulheres, desde que não existam contraindicações. Quando não há uma boa resposta aos tratamentos anteriores e se percebe uma tendência para cicatrizes ou um importante impacto negativo na qualidade de vida, deve ser indicada, o mais precocemente possível e desde que não existam contraindicações, a isotretinoína oral, mesmo em casos moderados.

O ideal é a acne ser tratada o mais precocemente possível. Está ultrapassada a ideia de que não se deve tratá-la por ser considerada “própria da idade”, “de desaparecimento espontâneo com o tempo” ou “de não ser doença”. Seu controle é recomendável não só por razões estéticas, como também para preservar a saúde da pele e a saúde psíquica, além de prevenir cicatrizes (marcas da acne) tão difíceis de corrigir na idade adulta. E a melhor forma de evitá-las é começar o tratamento adequado o mais cedo possível. Ou seja, a acne tem tratamento e pode ser curada ou controlada, porém, isso pode levar bastante tempo.

Em 1979 foi introduzida a isotretinoína no tratamento da acne cística e conglobata com excelente resposta terapêutica. Estes resultados foram confirmados e a regressão do quadro mantém-se após o tratamento, de acordo com a dose e tempo de tratamento. Surgiu assim o primeiro e único medicamento que possibilita a cura da acne. Na literatura a isotretinoína é usada particularmente para os graus III e IV da afecção. Não é esta a minha orientação; administro a isotretinoína na acne abcedente (cística), conglobata e fulminante, (graus III-IV e V), como também na acne pápulo-pustulosa, (grau II), resistente ao tratamento tópico. A isotretinoína curando a acne, evita anos de tratamento, melhora a qualidade de vida do adolescente e previne o aparecimento de cicatrizes. Conseqüentemente não emprego antibióticos por via sistêmica como terapêutica básica, mas apenas complementando a ação da isotretinoína.

Alopecia areata é uma doença que provoca a queda de cabelo. A etiologia é desconhecida, mas tem alguns fatores implicados, como a genética e a participação auto-imune. Quando isto acontece, o cabelo da pessoa começa a cair formando pequenas ou grandes áreas sem cabelo.

A extensão da perda de cabelo varia. Em alguns casos, é apenas em alguns pontos. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior. Há casos raros, em que o paciente perde todo o cabelo da cabeça, alopecia areata total; ou caem os pelos de todo o corpo, alopecia areata universal.

Acredita-se que uma pré-disposição genética desencadeie a reação autoimune, entretanto, outras causas desconhecidas podem também ser desencadeadoras. A alopecia areata é imprevisível. Em algumas pessoas, o cabelo cresce de novo, mas cai novamente mais tarde. Em outras, o cabelo volta a crescer e não cai mais. Cada caso é único. Mesmo que perca todo o cabelo, há chance de que ele crescer novamente.

Estima-se que nos Estados Unidos cerca de cinco milhões e pessoas tenham a doença. E apenas 5% delas perdem todos os pelos do corpo. A Alopecia Areata não é uma doença contagiosa. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar um quadro de alopecia areata.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Além da perda de cabelo, a alopecia areata não possui nenhum outro sintoma. Na alopecia areata ocorre perda brusca de cabelos, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações. A pele é lisa e brilhante e os pelos ao redor da placa saem facilmente se forem puxados. Os cabelos quando renascem podem ser brancos, adquirindo posteriormente sua coloração normal. A forma mais comum é uma placa única, arredondada, que ocorre geralmente no couro cabeludo e barba, conhecida popularmente como pelada.

Isto ocorre porque a doença não mata os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos. Quando esta ação de inatividade cessa, há nova produção de pelos.

Algumas doenças autoimunes concomitantes podem acontecer em alguns pacientes com alopecia areata: vitiligo, distúrbios da tireóide e anemia perniciosa por exemplo. Portanto, muitas vezes se faz necessário a realiação de exames de sangue adicionais .

O principal dano aos pacientes é o psicológico. Alguns pacientes ficam abatidos por causa desta condição. Em crianças, o tratamento psicológico precisa ser levado a sério, pois por causa de possível descriminação dos colegas, as crianças podem se sentir excluídas de seu meio.

TRATAMENTO

Os tratamentos não acabam com a alopecia areata, eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça. Os tratamentos são mais eficazes em casos mais leves .Um dermatologista qualificado saberá diagnosticar a doença e indicar a melhor forma de tratamento. Eis alguns tratamentos que podem ser usados para este fim.

Injeções de cortisona

Tratamento mais comum. As injeções são aplicadas nas manchas na pele nua, por um dermatologista. Utilizando uma pequena agulha, são feitas múltiplas aplicações nas manchas e em torno. As injeções são repetidas uma vez por mês. Se ocorrer novo crescimento do cabelo, será visível em quatro semanas. O tratamento, no entanto, não impede que novas manchas se desenvolvam. Há poucos efeitos colaterais das injeções de cortisona, leve afundamento na área pode ocorrer, mas este some rapidamente e sem necessidade de intervenção. Corticoides tópicos, em creme ou loções, podem ser usados pelo paciente em casa, concomitantemente às injeções ou antes de iniciar o tratamento com elas.

Minoxidil tópico

Solução tópica 5% concentrada e aplicada duas vezes ao dia pode fazer crescer o cabelo. Sobrancelhas, barba e cabelo respondem ao tratamento. Minoxidil tópico é seguro, fácil de usar, mas o tratamento não é eficaz em pessoas que perderam completamente os pelos

Antralina creme ou pomada

A antralina é uma substância sintética, aplicada no local das manchas. Se ocorrer crescimento do cabelo, será percebido entre oito e 12 semanas. A antralina pode irritar a pele e pode causar descoloração temporária, ou acastanhar a região tratada.

Drogas sensibilizantes (difenilcicloproprenona – difenciprona)

indicadas para alopecia areata superior a 40% do couro cabeludo e em casos crônicos e refratários da doença.

Casos graves e extensos necessitam de tratamento com corticóides e imunossupressores orais.

Atenção: Jamais aposte na “automedicação” para tratar alopecia areata. Somente um médico pode prescrever a opção mais adequada.

PREVENÇÃO

Não há formas de prevenir a doença uma vez que suas causas são desconhecidas. Mas uma vez com alopecia, há algumas dicas para que você se sinta melhor.

  • Usar maquiagem para minimizar a aparência da perda do cabelo.
  • Investir em perucas, ou chapéus e lenços para proteger a cabeça. Além de serem itens estilosos, deixam o visual mais moderno.
  • Reduzir o estresse. Embora não seja comprovado cientificamente, muitas pessoas com início recente de alopecia areata tiveram tensões recentes na vida, tais como problemas no trabalho ou na família, mortes, cirurgias, acidentes etc.

Embora a doença não seja clinicamente grave, pode afetar as pessoas psicologicamente. Os grupos de apoio estão disponíveis para ajudar as pessoas com alopecia areata a lidar com os efeitos psicológicos da doença.

Fonte: Profa. Dra. Ediléia Bagatin – Profa. Adjunta – Departamento de Dermatologia – Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele, os mais comuns são os carcinomas basocelulares (CBC), os carcinomas espinocelulares (CEC); e o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele. Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele, os mais comuns são os carcinomas basocelulares (CBC), os carcinomas espinocelulares (CEC); e o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele.

Oncologia Cutânea

O dermatologista está na linha de frente na prevenção, diagnóstico, tratamento e seguimento dos cânceres da pele. Os mais freqüentes são os carcinomas basocelular e espinocelular. Este profissional está apto também a detectar precocemente as pintas malignas (melanoma cutâneo).

A cirurgia micrográfica de Mohs pode ser considerada a técnica mais refinada, precisa e efetiva para o tratamento dos tipos mais frequentes de câncer da pele. Por meio dela é possível identificar e remover todo o tumor, preservando a pele sã em torno da lesão.

O procedimento consiste na retirada do câncer da pele, camada por camada, e do exame de cada uma delas ao microscópio, até que se obtenha margem livre, ou seja, até a remoção completa do tumor (o nível de precisão e acerto pode chegar a 98%). Esta precisão é possível já que praticamente 100% das margens são checadas pelo microscópio, durante a cirurgia. Após a obtenção da margem livre, é realizada a reconstrução da ferida (resultante da “retirada“ do tumor).

Para a realização da cirurgia micrográfica de Mohs é necessário que o médico tenha conhecimento dos tumores, de histologia, de cirurgia, assim como de técnicas de reconstrução.

O nome cirurgia micrográfica relaciona-se ao mapeamento e orientação precisos realizados durante a cirurgia de Mohs, o que permite retirar o tumor e, ao mesmo tempo, o exame, conforme descrito acima. Já o Mohs vem em razão do nome do criador da técnica, Frederic E. Mohs, que a criou nos anos 1930. Contudo, com o desenvolvimento tecnológico na medicina, essa técnica sofreu grande transformação, em especial com o emprego do criostato, aparelho que permite congelar e realizar os cortes da pele, para que seja realizado o exame do tumor durante a cirurgia.

Vários tratamentos podem ser utilizados para a correção das cicatrizes de acne e a indicação de cada um deles depende de cada caso. Em uma mesma pessoa, pode ser necessária a utilização de mais de um método, para se obter um melhor resultado.

Nestes casos, o tratamento pode ser demorado, pois um procedimento pode não ser compatível com o outro. Paciência e controle da ansiedade em resolver tudo de uma vez são recomendados. A melhora da pele pode demorar, mas os resultados vão persistir para sempre.

É importante ressaltar que estes procedimentos devem ser realizados apenas por médicos dermatologistas treinados e nunca por profissionais não médicos, pois sempre existem riscos de efeitos adversos, mesmo quando realizados adequadamente.

É a utilização de baixas temperaturas para destruição de tecidos. A substância mais utilizada é o nitrogênio líquido. Esta substância é liberada em jatos, através de ponteiras, colocadas a aproximadamente um centímetro da pele. Este método pode ser usado para tratamento de várias afecções benignas e também pré malignas.

As principais lesões benignas que podem ser tratadas com nitrogênio líquido são:

■ verrugas

■ hemangiomas

■ manchas do sol (melanose senil)

■ molusco contagioso

■ quelóide

■ queratose solar (lesão pré maligna causada pelo sol)

■ queratose seborreicas

■ leucodermias (manchas brancas causadas pela luz solar)

A criocirurgia é um procedimento simples que em determinadas situações requer anestesia local (principalmente em casos de lesões grandes). O pós operatório geralmente é bem tolerado pelo paciente.

Dermatite atópica

É um dos tipos mais comuns de alergia cutânea caracterizada por eczema atópico. É uma doença genética, crônica e que apresenta pele seca, erupções que coçam e crostas. Seu surgimento é mais comum nas dobras dos braços e da parte de trás dos joelhos. Não é uma doença contagiosa. Podem-se tocar as lesões à vontade que não há nenhum risco de transmissão. A característica principal da doença é uma pele muito seca com prurido importante que leva a ferimentos, além de outros sintomas, como, por exemplo: áreas esfoladas causadas por coceira, alterações na cor, vermelhidão ou inflamação da pele ao redor das bolhas, áreas espessas ou parecidas com couro, que podem surgir após irritação e coceira prolongadas. O objetivo do tratamento da dermatite atópica visa o controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. Devido à pele ressecada, a base do tratamento é o uso de emolientes, também chamados de hidratantes. Isso porque a hidratação da pele é necessária para aliviar o eczema. Pacientes devem ser orientados a aplicar esses produtos várias vezes ao dia, ou quando a pele estiver muito seca.

Dermatite de contato

A dermatite de contato (ou eczema de contato) é uma reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia. Existem dois tipos de dermatite de contato a irritativa e a alérgica: – Irritativa: causada por substâncias ácidas ou alcalinas, como sabonetes, detergentes, solventes ou outras substâncias químicas. Pode aparecer na primeira vez em que entramos em contato com o agente causador, o que ocorre com um grande número de pessoas. As lesões da pele geralmente são restritas ao local do contato. – Alérgica: surge após repetidas exposições a um produto ou substância. Depende de ações do sistema de defesa do organismo, e por esse motivo pode demorar de meses a anos para ocorrer, após o contato inicial. Essa forma de dermatite de contato aparece, em geral, pelo contato com produtos de uso diário e frequente, como perfumes, cremes hidratantes, esmaltes de unha e medicamentos de uso tópico, entre outros. Os sintomas são variáveis e dependem da causa: ardor ou queimação até intensa coceira (prurido). As reações alérgicas podem ocorrer repentinamente ou meses após a exposição a uma substância, o que pode dificultar na descoberta do agente causador da alergia ou irritação.

Dermatite Seborréica

Dermatite seborreica é uma inflamação na pele que causa principalmente descamação e vermelhidão em algumas áreas da face, como sobrancelhas e cantos do nariz, couro cabeludo e orelhas. É uma doença de caráter crônico, com períodos de melhora e piora dos sintomas. A causa não é totalmente conhecida, e a inflamação pode ter origem genética ou ser desencadeada por agentes externos, como alergias, situações de fadiga ou estresse emocional, baixa temperatura, álcool, medicamentos e excesso de oleosidade. A presença do fungo Pityrosporum ovale também pode provocar a doença.
De forma geral, os sintomas da dermatite seborreica são:
– oleosidade na pele e no couro cabeludo;
– escamas brancas que descamam – caspa;
– escamas amareladas que são oleosas e ardem;
– coceira, que pode piorar caso a área seja infectada pelo ato de “cutucar” a pele;
– leve vermelhidão na área;
– possível perda de cabelo.

A eletrocirurgia é uma expressão usada para reunir todos os métodos em que a eletricidade é usada durante um procedimento cirúrgico, com a finalidade de remover ou destruir o tecido através do uso de corrente elétrica. As principais funções são: retirada, corte e coagulação seletiva de um tecido. Num mesmo aparelho pode ser feito eletrocauterização, eletrodissecção e eletrocoagulação de lesões superficiais da pele.

A Eletrocauterização, ou simplesmente cauterização, é um procedimento cirúrgico destrutivo usado para retirar alguns tipos de tumores benignos. Para realizar o procedimento é utilizada anestesia local injetável e o paciente não sente nenhum desconforto. Na eletrocauterização a lesão é carbonizada por eletricidade e calor. Na eletrodissecção, a desidratação provocada pelo eletrodo no tecido, faz a remoção de lesões superficiais à pele com dano mínimo. O material pode ser coletado e mandado para análise patológica. Normalmente, estes procedimentos são indicados para o tratamento de hiperplasias sebáceas, ceratoses seborreicas, melanoses solares, acrocordons, siringomas, verrugas, xantelasmas, hemangiomase e nevos epidermicos. A eletrocoagulação pode ser usada nos procedimentos acima citados em caso de sangramento. Utilizada também durante as cirurgias dermatológicas para hemostasia (contenção do sangramento) em hemorragias capilares de superfície.

A recuperação após os procedimentos é rápida, normalmente o paciente retoma suas atividades no mesmo dia. Na eletrocirurgia, não são realizados pontos para o fechamento da lesão retirada, vai formar somente uma crosta no local e o ferimento cicatriza em até 10 dias. Ferimentos mais extensos e profundos podem levar algumas semanas para cicatrização e o uso de antibiótico tópico pode ser necessário. O uso de pomadas cicatrizantes garante uma melhor estética da área tratada. É recomendado não expor a área ao sol por dois meses. O uso de filtro solar é obrigatório.

A eletrocirurgia é contra indicada para pacientes que usam marca-passo, desfibriladores percutâneos e gestantes.

Este procedimento é um método cirúrgico simples, seguro e efetivo. Possui mínimo risco de complicações e proporciona excelente cicatrização tecidual.

Conforme envelhecemos a gordura facial se desloca para baixo e diminui formando sulcos e bolsas na parte média e inferior do rosto. O fio de dermosustentação e rejuvenescimento facial recoloca estas estruturas na sua posição original de forma natural e harmônica. O fio contem garras duplas ou triplas que tracionam o tecido e elevam a pele e a gordura. O resultado é uma aparência mais jovem.

É indicado para o reposicionamento do volume da “maça” do rosto, pra tratar o bigode chinês, os sulcos nasogenianos, bolsas formadas pela gravidade, sobrancelhas caídas ou assimétricas, ponta nasal baixa, flacidez da região cervical, dentre outras áreas.

O procedimento é minimamente invasivo, realizado em consultório com anestesia local e dura aproximadamente uma hora. O paciente é liberado logo após a implantação. No local do tratamento é colocado microporo que será retirado pelo médico em uma semana. Durante esse período, é importante não movimentar muito a musculatura facial. Pode aparecer um breve hematoma onde o fio foi colocado. A transformação pode ser observada imediatamente após o implante, porém o inchaço não permite aparecer o resultado final.

O fio vai se acomodar e dar o efeito desejado após um a dois meses, com duração média de 3 anos. Neste período ele forma uma fibrose no seu trajeto com estímulo de colágeno no local.

É contraindicado para pacientes com lesões onde o fio seria implantado, doenças autoimunes, coagulopatia, diabetes descontrolado e colagenoses.

O fio de dermosustentação absorvível é uma opção muito boa para o paciente que deseja um efeito lifting sem cortes.

Foliculite ocorre quando há infecção dos folículos pilosos, causada por bactérias, como o estafilococo, ou outros fatores. Infecções graves podem causar perda permanente do cabelo e cicatrizes.

A infecção aparece como pequenas espinhas, de ponta branca, em torno de um ou mais folículos pilosos. A maioria dos casos de foliculite é superficial, pode coçar, e doer. Normalmente a inflamação do pelo sara sozinha, mas os casos mais graves e recorrentes merecem atenção e tratamento com um dermatologista.

SINTOMAS

A foliculite pode ser superficial ou profunda. No primeiro caso, afeta apenas a parte superior do folículo piloso. Os sintomas são: pequenas espinhas vermelhas, com ou sem pus; a pele pode ficar avermelhada e inflamada; causa coceira e sensibilidade na região.

São raros os casos de foliculite que causam complicações. Entretanto, preste atenção a possíveis recorrências, ou seja, um local em que o pelo sempre “encrava”, ou se a área atingida pela foliculite aumenta. Procure o dermatologista, ele irá indicar o melhor tratamento.

Quando a inflamação atinge áreas mais profundas da pele, pode haver a formação de furúnculos. Os sintomas são: grandes áreas avermelhadas; lesões elevadas com pus amarelado no meio; as áreas ficam muito sensíveis e doloridas e pode coçar também; em alguns casos a dor é intensa. As chances de cicatrizes são maiores nesses casos, e pode haver destruição do folículo piloso.

Herpes Simples

O herpes simples é uma doença contagiosa muito comum causada pelo vírus HSV (vírus do herpes simples humano). Existem dois tipos de HSV: o tipo 1, que frequentemente se associa as lesões orais, e o tipo 2, que é responsável por 80 a 90% das lesões genitais. A contaminação ocorre pela exposição direta ao contato da pele e das mucosas com uma pessoa infectada.

Sintomas

A infecção primária é definida como a primeira infecção pelo HSV em um paciente que nunca teve contato anterior com o vírus. Após a exposição o paciente poderá desenvolver as lesões da infecção primária, que geralmente são mais graves, ou apresentar uma infecção subclínica, na qual não existem lesões aparentes. Após a infecção primária, o vírus tem a capacidade de permanecer no corpo humano sem nenhum sinal ou sintoma, podendo posteriormente ser reativado para produzir a doença recorrente (herpes recidivante), que geralmente é menos grave e de duração mais curta que a infecção primária.

A doença se caracteriza por vesículas (bolhinhas) que se agrupam como em um cacho de uva e rapidamente progridem para feridas. Comumente ocorrem nos lábios e na genitália, embora possam surgir em outras regiões.

A infecção primária pode se acompanhar de febre, cefaléia ( dor de cabeça), aumento dos gânglios(ínguas), rigidez de nuca, disuria ( dor para urinar) e secreção vaginal. Nos episódios recorrentes, normalmente os sintomas sistêmicos estão ausentes ou são muito leves. As lesões surgem de forma repetida no mesmo local, sendo precedidas por sintomas locais de dor, ardência e formigamento. O número de episódios recorrentes é variável, podendo ir de 2 a 8 ou mais, por ano. As recorrências estão frequentemente associadas a episódios de baixa de imunidade, estresse, exposição prolongada ao sol, febre, infecções, menstruação ou trauma local.

Herpes Zoster

A varicela (catapora) e o herpes zoster (cobreiro) são entidades distintas causadas pelo mesmo vírus, conhecido com vírus varicela-zoster (VZV) ou herpesvírus humano tipo 3.

A varicela ocorre com maior frequência na infância e resulta da infecção primária. Já o herpes zoster é mais comum no idoso, e tem origem na reativação do vírus após a primeira ocorrência de varicela. Várias condições estão associadas ao aparecimento do herpes zoster, como baixa imunidade, câncer, trauma local, cirurgias da coluna e sinusite frontal. Os idosos mostram uma diminuição da imunidade ao vírus, o que explica sua maior ocorrência após a quinta década.

Sintomas

A dor é o sintoma mais importante no herpes zoster. Ela costuma preceder o aparecimento das lesões e pode persistir por várias semanas ou meses após a resolução das lesões. A complicação é conhecida por neurite pós-herpética. A caracteristica mais marcante do herpes zoster é a distribuição e localização da erupção, que costuma ser do mesmo lado do corpo, não atravessando a linha média. As lesões consistem em vesículas dispostas em trajeto linear, acometendo frequentemente o tronco, a face ou os membros.

É uma condição que provoca suor excessivo. Os pacientes podem suar mesmo em repouso. A sudorese é uma condição normal do nosso corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando está calor, ou durante a prática de atividade físicas, ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo.

Porém, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer desses fatores. Isso porque as glândulas sudoríparas dos pacientes são hiperfuncionantes. As hiperidrose pode decorrer de diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas pela hiperidrose: axilas, palma das mãos, rosto, cabeça, sola dos pés e virilha.

Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.

SINTOMAS

O principal sintoma da hiperidrose é o suor excessivo, seja em todo o corpo, sejam em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto.

TRATAMENTO

Veja alguns tratamentos disponíveis e que podem ser prescritos por um dermatologista.

Antitranspirantes: sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes.

Medicamentos: drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas, embora eficazes para alguns pacientes, é pouco receitado. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção. Os beta-bloqueadores ou benzodiazepínicos pode ajudar a reduzir a transpiração relacionada ao estresse.

Iontoforese

Este procedimento usa eletricidade para “desligar” temporariamente a glândula do suor e é mais eficaz para a transpiração das mãos e dos pés. As mãos e os pés são colocados em água e, em seguida, liga-se uma leve corrente elétrica. Esta é gradualmente aumentada até que o paciente sente uma sensação de formigamento. A terapia dura entre 10 e 20 minutos, e requer várias sessões. Os efeitos colaterais, embora raro, incluem bolhas e rachaduras da pele.

Toxina botulínica tipo A: A toxina botulínica purificada pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés para bloquear temporariamente os nervos que estimulam a sudorese.

Simpatectomia torácica endoscópica (STE): em casos graves, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico, que é minimamente invasivo. Isso ocorre quando outros tratamentos falharam. Este procedimento desliga o sinal que diz ao corpo para suar excessivamente, normalmente realizado em pacientes cujas palmas das mãos suam excessivamente. Também pode ser usado para tratar a extrema transpiração do rosto. STE não funciona igualmente bem para quem tem sudorese excessiva nas axilas. A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, onde isso não ocorria anteriormente.

O laser de CO2 fracionado é considerado uma ótima opção para um tratamento facial o que significa dizer que ele é capaz de bons resultados com pouco tempo de recuperação e segurança.

Laser para tratar rugas, flacidez e melhorar a textura da pele. Resultados expressivos em uma única sessão.

Este aparelho é um grande avanço da tecnologia em laser CO2 para rejuvenescimento facial e da região do pescoço. Seus resultados apresentam efeitos expressivos como:

1 – Redução de rugas e linhas finas – principalmente as localizadas ao redor da boca e olhos.

2 – Suavização das linhas profundas (olhos e boca).

3 – Melhora da flacidez palpebral.

4 – Clareamento de manchas acastanhadas localizadas na face.

5 – Superficialização das cicatrizes de acne.

6 – Melhora a flacidez no ângulo da mandíbula e pescoço.

7 – Estimulo de colágeno.

MECANISMO DE AÇÃO LASER FRACIONADO CO2

Com o tratamento fracionado, apenas uma fração da superfície da pele é tratada pelo laser, deixando pequenas pontes da pele intactas. Esta técnica faz com que a cicatrização seja muito mais rápida e que o retorno as atividades normais seja breve.

PROCEDIMENTO

Realizado no consultório com creme anestésico (aplicado 40 minutos antes do procedimento). Realizado bloqueio anestésico em áreas com mais acumulo de rugas – perioral e periorbital.

O laser é então aplicado em toda face, para cada região é determinado um padrão de energia. Após a sessão o paciente sente um pequeno desconforto e sensação de calor. Após 2 – 3 dias a pele começa a descamar. Após a descamação a pele ficará com um tom rosado que tende a desaparecer em aproximadamente 20 dias.

O resultado é duradouro podendo persistir por muitos anos. A pele fica restaurada e com aspecto jovial e saudável.

Pode ser realizado 3-4 sessões leves ou 1 única sessão com maior intensidade.

A luz intensa pulsada é um tratamento opcional para aquelas pessoas que não desejam se afastar da vida social ou possuem um grau de fotoenvelhecimento mais leve.

Uma luz é aplicada na derme e a epiderme é poupada o que significa que a pele não descama após o tratamento, não ocorre edema e ocorre apenas uma leve hiperemia transitória.

Um gel é aplicado em toda a região que será submetida ao tratamento e a ponteira do equipamento é acoplada na pele permitindo que a luz do equipamento se concentre na camada mais profunda da pele.

Não é necessária a anestesia tópica, pois o procedimento e bem tolerado pela maioria dos pacientes e pode-se retornar ao convívio social imediatamente. Caso existam manchas na região tratada elas podem escurecer por um período e uma crostinha se formar sobre as mesmas, pois a luz tem a propriedade de atuar no pigmento com a finalidade de atenuar e até mesmo eliminá-lo.

e como um todo.

A exposição solar fica restrita por um período de 10 dias e é necessário o uso de proteção solar.

Melasma é uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele, mais comumente na face, mas também pode ocorrer nos braços e colo. Afeta mais frequentemente as mulheres, podendo ser vista também nos homens. Não há uma causa definida, mas muitas vezes esta condição está relacionada ao uso de anticoncepcionais femininos, à gravidez e principalmente à exposição solar. O fator desencadeante é a exposição à luz Ultravioleta e mesmo à luz visível. Além dos fatores hormonais e da exposição aos raios solares, a predisposição genética e histórico familiar também influencia no surgimento desta condição.

SINTOMAS

Começam a aparecer manchas escuras ou acastanhadas na face, principalmente nas maçãs do rosto, testa, nariz, lábio superior (o chamado “buço) e nas têmporas, lateral dos braços e colo. As manchas têm formatos irregulares e bem definidos, sendo geralmente simétricas (iguais nos dois lados). Muitas vezes as pessoas relacionam o surgimento da mancha ao uso de algum creme, um procedimento de depilação com cera, acidentes domésticos com calor ou forno, mas todas essas possibilidades são apenas “mitos”, não comprovados cientificamente.

MELASMA

TRATAMENTO

O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar esta condição. Os tratamentos variam, mas sempre compreendem hábitos de proteção contra os raios ultravioleta, a luz visível e o uso de medicamentos tópicos e procedimentos para o clareamento. É importante salientar entretanto que o tratamento do melasma sempre prevê um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que o pigmento volte.

Fotoproteção

O ponto de partida para que o tratamento tenha efeito é a proteção contra os raios solares. Aplicar um filtro solar potente físico e químico, com FPS mínimo de 30 nas regiões expostas do corpo é a medida essencial. Em especial procure filtros que tenham proteções contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB). O conceito atual do tratamento de melasma considera que o uso de filtros ajuda a estabilizar os benefícios obtidos com o conjunto de medidas descritas aqui.

Cremes

Para ajudar na remoção destas manchas, cremes clareadores podem ser utilizados. Os mais usados são a base de hidroquinona, ácido glicólico e ácido azeláico. Os resultados demoram cerca de dois meses para começar a aparecer. Não é um método que funciona com todos os pacientes. Mesmo com resultados rápidos , o tempo necessário para estabilizar a condição e impedir que mínimas exposições façam retornar o pigmento pode ser de muitos meses ou anos. Assim o conceito principal é que pacientes com esta condição necessitam tratamento constante.

PEELINGS

O peeling pode clarear a pele de forma gradual e até mais rapidamente do que os cremes. Existem diversos tipos de procedimentos: alguns mais superficiais (mais seguro) e outro mais profundos da pele .O dermatologista pode auxiliar na escolha do procedimento mais adequado para cada caso.

Laser e Luz Intensa Pulsada

Há algumas formas de energia luminosa que podem ajudar no conjunto de medidas para clarear o melasma. Esta modalidade de tratamento deve ser realizada com cuidado para não gerar mais pigmentação, motivo pelo qual deve ser realizado por um profissional habituado às fontes de energia luminosa.

Micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. São particularmente frequentes nos trópicos, onde existem condições ideais de calor e umidade, necessárias para o desenvolvimento dos fungos. São exemplos de micoses superficiais a pitiríase vesicolor, as tineas e a candidíase.

1) Pitiríase Versicolor

Doença de distribuição universal, de evolução crônica e recorrente. Acomete mais comumente adolescentes e jovens. Indivíduos de pele oleosa são mais susceptíveis a apresentar esse tipo de micose, também conhecida como micose de praia ou pano branco, e que é causada por fungos do gênero Malassezia. Apresenta-se clinicamente como manchas brancas, descamativas, que podem estar agrupadas ou isoladas, e normalmente surgem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Ocasionalmente, podem se apresentar como manchas escuras ou avermelhadas, daí o nome vesicolor. O tratamento pode ser feito com medicamentos antifúngicos tópicos ou orais.

1.1) Tineas (tinhas)

São doenças causadas por um grupo de fungos que vive às custas da queratina da pele, pelos e unhas. Estes fungos podem ser zoofílicos (encontrados em animais), geofílicos (encontrados no solo) e antropofílicos (encontrados nos homens). Manifestam-se como manchas vermelhas de superfície escamosa, crescimento de dentro para fora, com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas. O principal sintoma é coçeira.

1.2) Candidíase

A infecção pela cândida pode comprometer isoladamente ou conjuntamente a pele, mucosas e unhas. É um fungo oportunista, e dessa forma, existem situações que favorecem seu desenvolvimento, como baixa da imunidade, uso prolongado de antibióticos, diabetes e situação de umidade e calor. Pode se manisfestar de diversas formas, como placas esbranquiçadas na mucosa oral, comum em recém-nascidos (“sapinho”); lesões fissuradas no canto da boca (queilite angular) mais comum no idoso; placas vermelhas e fissuras localizadas nas dobras naturais (inframamária, axilar e inguinal), ou podem envolver a região genital feminina (vaginite) ou masculina (balanite), causando coceira, manchas vermelhas e secreção vaginal esbranquiçada. No tratamento da candidíase, deve-se sempre considerar os fatores predisponentes, tentando corrigi-los. Antifúngicos tópicos e sistêmicos devem ser empregados sob orientação médica.

2) Onicomicoses

São a principal causa de alteração ungueal vista no consultório. Acomete tanto as unhas dos pés quanto das mãos. São raras na infância com predomínio no adulto maior de 55 anos. Geralmente a unha se descola do leito e se torna mais espesa. Pode também haver mudança na coloração e na forma. O tratamento é difícil e muito prolongado. Pode feito com medicamentos locais ou orais.

Prevenção

Hábitos higiênicos são importantes na prevenção das micoses. Use somente o seu material de manicure. Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés. Evite o contato prolongado com água e sabão. Evite andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas, lava-pés de piscinas.

Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo. Não compartilhe toalhas, roupas, escovas de cabelo, bonés, eles são maneiras de transmitir doenças. Evite usar calçados fechados por longos períodos e opte pelos mais largos e ventilados. Evite roupas muito quentes e justas e também tecidos sintéticos, pois eles absorvem o calor e o suor e prejudicam a transpiração da pele.

Microagulhamento, também chamado de indução percutânea de colágeno, é uma técnica que utiliza de diversas perfurações na pele com microagulhas para induzir formação de colágeno, apresentando uma pele mais firme, rejuvenescida e de aspecto saudável.

Os princípios básicos de ação do microagulhamento são estímulo da regeneração celular por meio do processo de cicatrização, proliferação de células-tronco e estímulo da síntese de elastina, da produção de colágeno e da proliferação de vasos sanguíneos.

Os resultados aparecem após dois a três meses, pois a formação de novo colágeno é um processo lento. São realizadas em média, de 3 a 6 sessões, com intervalo de seis a oito semanas entre elas, para observação dos resultados.

O dispositivo com microagulhas deve ser aplicado paralelamente à superfície cutânea, com pressão constante, em movimentos repetitivos em vaivém interpostos.

O procedimento é realizado no consultório com uso de anestésico tópico e analgésico via oral.

É bem tolerado e pode ser feito com resfriamento da pele para maior conforto. Após o procedimento é feito curativo fechado que vai permanecer por 6 horas. Após remoção do curativo é usado antibiótico tópico durante 5 a 7 dias, tempo da reepitelização da área tratada. O uso de fotoprotetores não alcoólicos e não oleosos passa a ser recomendado após esse período.

O microagulhamento é indicado no manejo das cicatrizes de acne, de queimadura e cicatrizes cirúrgica, além do tratamento de estrias. Melhora a textura da pele, os poros dilatados e restaura a firmeza cutânea nos estágios iniciais do envelhecimento facial. Trata rugas finas, melasma e promove uma pele mais lisa e homogênea. Outro emprego atual é para auxiliar na deposição de substâncias terapêuticas nas camadas mais profundas da pele (chamado de drug delivery). Após o microagulhamento é aplicado na pele substâncias como vitaminas que vão ter melhor penetração.

As principais contraindicações são o uso de anticoagulante sistêmico e doenças de pele ativas no local do tratamento, como lesões de acne e outras doenças inflamatórias ou infecciosas. O tratamento não deve ser feito em pacientes com tendência à formação de quelóide.

Quando uma criança (ou adulto) tem prurido (coceira) intenso na cabeça, é sinal que ela pode estar com piolhos – ou pediculose do couro cabeludo . A pediculose pode ser confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo. As lêndeas são os ovos dos piolhos – aqueles pontinhos brancos que ficam agarrados aos fios dos cabelos. Já o piolho é o parasita, aqueles bichinhos pretos que ficam caminhando pelo couro cabeludo.

Quando a criança está infestada de piolhos, a coceira é tão intensa que pode provocar pequenos ferimentos na cabeça. Por isso, é preciso retirar as lêndeas com pente fino, pois os medicamentos só matam os piolhos. Se as lêndeas continuarem nos cabelos, a criança voltará a ter piolhos.

A transmissão da infecção se dá através de contato direto (inclusive relação sexual) ou indireto (escovas de cabelo, roupas etc). No caso das roupas, estamos nos referindo também à pediculose do corpo e na relação sexual, à pediculose pubiana.

SINTOMAS

Na pediculose da cabeça, além do prurido intenso, podemos visualizar o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do indivíduo acometido. Na pediculose do corpo encontramos escoriações, pápulas (“bolinhas”), pequenas manchas hemorrágicas e pigmentação, principalmente no tronco e na região glútea e abdome. Na pediculose pubiana (“chato” pois o parasita responsável tem forma achatada) são encontradas manchas violáceas, escoriações e crostas hemorrágicas, além do prurido intenso. Pode ocorrer também infecção secundária nesta região. Pode ocorrer infecção secundária, em qualquer região. Na pediculose do couro cabeludo, é comum o aparecimento de linfonodomegalia (ínguas) atrás das orelhas e nuca.

TRATAMENTO

No tratamento da pediculose são utilizados, em geral, os mesmos medicamentos tópicos usados na escabiose (“sarna”). É fundamental o tratamento dos familiares ou comunicantes do doente. Raramente é necessário o corte de cabelos de crianças acometidas.

PREVENÇÃO

Para prevenir a pediculose, o ideal é evitar o compartilhamento de roupas, toalhas, acessórios de cabelo e outros objetos de uso pessoal, bem como evitar o contato direto com pacientes infectados.

A percepção de que a esfoliação cutânea melhora a qualidade e o aspecto da pele foi observado há muitos anos. Os peelings são usados com bastante segurança e propriedade. Consistem na aplicação de agentes químicos na superfície da pele, induzindo a destruição controlada das camadas superficiais, seguida por regeneração programada, com fins terapêuticos e cosméticos. O procedimento é não invasivo e não cirúrgico. O tratamento é realizado através da aplicação do ácido – agente esfoliativo – nas áreas que serão tratadas. Os peelings químicos podem ser superficiais, médios e profundos, a escolha depende da necessidade do paciente, assim como a quantidade de sessões do tratamento.

INDICAÇÕES: Tratamento de manchas (melasma, manchas do envelhecimento da pele, sardas, hiperpigmentação pós-inflamatória), acne ativa e cicatriz de acne, melhorar a textura da pele, fechar os poros, estimular a renovação do colágeno, retardar o envelhecimento cutâneo e tratar rugas finas. Também é indicado no tratamento de estrias nos diversos lugares do corpo.

São muitos os tipos de ácidos utilizados e podem ser combinados ou não uns com os outros, tais como: ácido retinóico, ácido salicílico, ácido glicólico, ácido tricloroacético, solução de Jessner, ácido tioglicólico, ácido mandélico, resorcina, dentre outros.

Durante o procedimento é normal sentir uma sensação quente na pele, seguida de ardência, que passa em alguns minutos. Geralmente, demora dois a três dias para iniciar a descamação da pele. Durante a descamação é comum aparecer uma vermelhidão que pode durar de três a cinco dias. Os peelings médios e profundos levam um tempo maior para se regenerarem.

É fundamental para o sucesso do tratamento evitar exposição solar, visto que a nova pele é frágil e muito mais sujeita a ser danificada. O uso do filtro solar regularmente é muito importante. Não pode remover as escamas quando a pele começar a descamar.

O peeling químico é contraindicado para gestantes, mulheres que estão amamentando, pacientes com hipersensibilidade aos produtos que serão aplicados e pacientes que fizeram o uso de isotretinoína oral no último ano.

O procedimento é muito seguro, remove as células danificadas para nascer uma nova pele, mais lisa, clara, regenerada e mais saudável.

O ácido hialurônico é uma substância produzida pelo nosso próprio organismo e encontrada principalmente na pele. Na fase jovem, a produção do ácido hialurônico é maior, e funciona para preencher perfeitamente os espaços entre as células. Com o passar dos anos, o organismo produz cada vez menos essa substância. Como consequência, a pele fica mais fina e ressecada, contribuindo para o surgimento das rugas e sulcos faciais.

O preenchimento cutâneo com ácido hialurônico é realizado para repor volumes que se perdem naturalmente com a idade além de reparar imperfeições adquiridas ao longo da vida e estimular a produção de colágeno no local aplicado a longo prazo.

O preenchimento consiste na aplicação com agulha fina de ácido hialurônico em baixo da pele para restaurar o contorno e volume do local tratado. É completamente absorvido pelo organismo após o período estimado, portanto há possibilidades de retoques e de tratamentos subsequentes. O efeito dura em média oito a doze meses. Geralmente a aplicação é feita com anestésico tópico na área a ser tratada, para diminuir a sensibilidade à penetração da agulha. Pode inclusive ser feito bloqueio anestésicos em alguns pontos. O procedimento é rápido e seguro, dura em torno de vinte minutos. Após a aplicação, é normal a área tratada ficar vermelha e um pouco edemaciada, o que pode durar de um a dois dias. É recomendado dormir com a cabeceira discretamente elevada na primeira noite pós-procedimento, e se necessário, utilizar compressas geladas. Evitar exercícios e movimentos bruscos no dia da aplicação, evitar tomar sol nos primeiros dias e usar filtro solar regularmente. São inúmeras as indicações para realizar o tratamento com preenchedor, as principais são: reposição de volume em sulcos, rugas finas, remodelamento de formas e contornos faciais, rugas periorais conhecidas como “rugas em código de barras”, rugas glabelares (entre as sobrancelhas) e o sulco perioral conhecido como “bigode chinês”. Também usado para correção de cicatrizes, aumentar o volume e melhorar o contorno dos lábios, tratamento de olheiras, tratamento de cicatrizes de acne e reposição de volume para rejuvenescimento das mãos.

O ácido hialurônico é contraindicado para gestantes, mulheres que estão amamentando, pacientes com doenças autoimunes e que apresentem alguma doença de pele no local onde será realizada a injeção do produto.

Cada dia mais é observado os benefícios do acido hialurônico para a pele, sua aplicação dá um aspecto saudável e de jovialidade, porém devem se evitar os exageros.

 

Locais que podem ser melhorados (embelezados, harmonizados, restaurados) com preenchimento:

 

  1. LÁBIOS
  2. ARCO ZIGOMÁTICO
  3. TEMPORAL
  4. PERIORBITAL LATERAL
  5. TEAR TROGH (SULCO LACRIMAL, OLHEIRAS)
  6. MALAR
  7. SULCO NASOLABIAL
  8. SULCO MENTOGENIANO
  9. MENTO
  10. LINHA DA MANDÍBULA
  11. LOBO DA ORELHA
  12. MÃOS
  13. GLABELA

 

A psoríase é uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É uma doença cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. Sua causa é desconhecida, mas sabe-se que pode ter causas relacionadas ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética.

Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T ( células responsáveis pela defesa do organismo) começam a atacar as células da pele. Inicia-se, então, respostas imunológicas que incluem dilatação dos vasos sanguíneos da pele, produção de glóbulos brancos para combater a infecção – como as células da pele estão sendo atacadas, a produção das mesmas também aumenta, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com conseqüente grande produção de escamas devido à imaturidade das células.

Esse ciclo faz com que ambas as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando manchas espessas e escamosas na pele. Normalmente, esta cadeia só é quebrada com tratamento.

É importante ressaltar: a doença NÃO É CONTAGIOSA e o contato com pacientes NÃO PRECISA SER EVITADO.

PSORIASESINTOMAS

Os sintomas da psoríase variam de paciente para paciente, conforme o tipo da doença, mas podem incluir:

manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas

pequenas manchas escalonadas

pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento

coceira, queimação e dor

unhas grossas, sulcadas ou com caroços

inchaço e rigidez nas articulações

Em casos de psoríase moderada pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas; mas, nos casos mais graves, a psoríase pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Assim, o ideal é procurar tratamento o quanto antes.

Além disso, alguns fatores podem aumentar as chances de uma pessoa adquirir a doença ou piorar o quadro clínico já existente, dentre eles:

Histórico familiar – Entre 30 e 40% dos pacientes de psoríase tem histórico familiar da doença.

Estresse – Pessoas com altos níveis de estresse possuem sistema imunológico debilitado.

Obesidade – O excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver um tipo de psoríase, a invertida, mais comum em indivíduos negros e HIV positivos.

Tempo frio, pois a pele fica mais ressecada; A psoríase tende a melhorar com a exposição solar.

Consumo de bebidas alcóolicas.

Tabagismo: o cigarro não só aumenta as chances de desenvolver a doença, como também a gravidade da mesma quando se manifesta.

psoriase unhasDIAGNÓSTICO

Há vários tipos de psoríase, e o dermatologista poderá identificar a doença, classificá-la e indicar a melhor opção terapêutica. Dependendo do tipo de psoríase e do estado do paciente, os ciclos de psoríase duram de algumas semanas a meses.

Tipos de psoríase

Psoríase em placas ou vulgar

É a manifestação mais comum da doença. Forma placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Essas placas coçam e algumas vezes doem, podem atingir todas as partes do corpo, inclusive, genitais e dentro da boca. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.

Psoríase Ungueal

Afeta os dedos das mãos e dos pés e também as unhas. Faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse e escame, além de perder a cor. Em alguns casos a unha chega a descolar da carne e, nos casos mais graves, a esfarelar.

Psoríase do couro cabeludo

Surgem áreas avermelhadas com escamas espessas branco-prateadas, principalmente após coçar. O paciente pode perceber os flocos de pele morta em seus cabelos ou em seus ombros, especialmente depois de coçar o couro cabeludo. Assemelha-se à caspa.

Psoríase Gutata

Geralmente é desencadeada por infecções bacterianas, como as de garganta. É caracterizada por pequenas feridas, em forma de gota no tronco, braços, pernas e couro cabeludo. As feridas são cobertas por uma fina escama, diferente das placas típicas da psoríase que são grossas. Este tipo acomete mais crianças e jovens antes dos 30 anos.

Psoríase Invertida

Atinge principalmente áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor das genitais. São manchas inflamadas e vermelhas. (O quadro pode agravar em pessoas obesas ou quando há sudorese excessiva e atrito na região).

Psoríase pustulosa

Nesta forma rara de psoríase, podem ocorrer manchas em todas as partes do corpo ou em áreas menores, como mãos, pés ou dedos (chamada de psoríase palmo-plantar). Geralmente ela se desenvolve rápido, com bolhas cheias de pus que aparecem poucas horas depois de a pele tornar-se vermelha. As bolhas secam dentro de um dia ou dois, mas podem reaparecer durante dias ou semanas. A psoríase pustulosa generalizada pode causar febre, calafrios, coceira intensa e fadiga.

Psoríase Eritodérmica

É o tipo menos comum. Acomete todo o corpo com manchas vermelhas que podem coçar ou arder intensamente, levando a manifestações sistêmicas. Ela pode ser desencadeada por queimaduras graves, tratamentos intempestivos como uso ou retirada abrupta de corticosteróides , infecções ou por outro tipo de psoríase foi mal controlada.

Psoríase Artropática

Além da inflamação na pele e da descamação, a Artrite psoriática, como também é conhecida, causa fortes dores nas articulações. Afeta qualquer articulação, e embora sendo menos grave do que a artrite comum, pode causar rigidez progressiva. Pode estar associada a qualquer forma clínica da psoríase.

TRATAMENTO

O tratamento da psoríase é essencial para manter uma qualidade de vida satisfatória. Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas.

Nos casos moderados, quando apenas as medidas acima não melhorarem os sintomas, o tratamento com exposição à luz ultravioleta A, PUVAterapia, faz-se necessário. Esta modalidade terapêutica utiliza combinação de medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz, os psoralenos (P), com a luz ultravioleta A (UVA), geralmente em uma câmara emissora da luz. A sessão da PUVAterapia demora poucos minutos e a dose de UVA é aumentada gradualmente, dependendo do tipo de pele e da resposta individual de cada paciente ao tratamento. O tratamento também pode ser feito com UVB de banda larga ou estreita, com menores efeitos adversos, podendo inclusive ser indicado para gestantes.

Já em casos graves, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetáveis.

A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima do paciente, o que pode piorar o quadro. Assim, o acompanhamento psicológico é indicado em alguns casos. Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são uma alimentação balanceada e a prática de atividade física.

Nunca interrompa o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode piorar a psoríase e agravar a situação.

PREVENÇÃO

Não há formas de prevenir a psoríase, mas pessoas que possuem histórico familiar da doença devem ter atenção redobrada a possíveis sintomas.

É importante estar atento aos sinais. Caso perceba qualquer um dos sintomas, procure o dermatologista imediatamente. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento.

Pequenas Cirurgiasretirada de:

■ verrugas

■ cistos

■ pintas

■ unhas encravadas

■ tumores de pele

Verrugas

Verrugas

Muitos sinais que aparecem na pele são chamados erroneamente de verrugas. Assim é que, qualquer pinta mais elevada. ou até mesmo alguns tumores são considerados como verrugas, É preciso estar atento, porque estas alterações, as verrugas propriamente ditas, são determinadas por vírus e, portanto, podem ser contagiosas tanto para o próprio indivíduo quanto para os que com ele convivem.

As verrugas são causadas pelo vírus de DNA denominado papilomavírus, que possui cerca de 70 subtipos. As lesões benignas são chamadas verrugas enquanto que aquelas associadas às displasias denominam-se condilomas ou papilomas. 0 papilomavírus (HPV) também pode causar carcinoma do epitélio escamoso em indivíduos susceptíveis.

Cerca de 5% das crianças apresentara algum tipo clínico de verruga. Elas podem ser planas, vulgares, filiformes, entre outros. Aparecem como pápulas cru caroços cor-da-pele, endurecidos, com certa rugosidade e alguns pontos pretos na superfície. Estes pontos são a representação de pequenos vasos trombosados.

Elas podem aparecer em qualquer parte da pele, mas são mais freqüentes nos dedos, joelhos e cotovelos. Quando aparecem na planta dos pés, são chamadas popularmente de “olhos-de-peixe” e, na mucosa genital, denominam-se condilomas.

Às vezes, aparecem muitas verrugas ao mesmo durante um período demonstrando que a pessoa apresenta algum tipo de predisposição ou que esta com algum problema em relação a sua imunidade.

As verrugas genitais são transmitidas por contato sexual, por isso consideradas como doença sexualmente transmissível.

Há fatores ambientais associados à aquisição das verrugas. Indivíduos que trabalham com as mãos úmidas adquirem verrugas com mais facilidade, assim com aqueles que roem unhas.

Pacientes portadores de hiperidrose (sudorese intensa) também são comprometidos mais freqüentemente.

 

Existem vários tratamentos para as verrugas, dependendo da idade da pessoa, da localização, tratamentos anteriores, etc… Dependendo do caso, pode-se usar pomadas, queratolíticos, ácidos, bisturi elétrico, criocirurgia (com nitrogênio líquido), infiltrações de medicamentos específicos e laser. O tratamento pode obter resultados positivos rapidamente mas, às vezes, pode ser prolongado e cansativo.

Os cuidadas gerais, portanto, são sempre aconselháveis: manter as mãos sempre limpas e sem machucados, não fazer tratamentos caseiros (do tipo colocar ervas ou ácidos domésticos), evitar contato com pessoas infectadas e não demorar para procurar o tratamento quando a primeira lesão surgir.

■ Auto-Exame de Melanoma

Pratique freqüentemente auto-exames.  

Procure por sinais perigosos em lesões pigmentadas da pele.

Consulte seu dermatologista imediatamente se algum

Para restaurar o aspecto jovial, não basta só provocar retração tecidual com laser ou cirurgia (lifting facial) é necessário também restaurar o volume perdido e corrigir áreas de sombra que aparecem nas regiões que se tornam côncavas devido às perdas de gordura, diminuição de colágeno e reabsorção óssea causadas pelo envelhecimento.

Uma nova abordagem não cirúrgica para o problema seria a reestruturação do volume e contorno facial com ácido hialurônico.

As apresentações utilizadas apresentam alta viscosidade e são para implante profundo – supraperiostal ou subdérmico – que conseguem repor as perdas de volume decorrentes das alterações das estruturas profundas (osso, músculo e gordura).

QUAIS SERIAM AS INDICAÇÕES

  • Restauração de volume facial
  • Atenuar rugas profundas
  • Remodelação do queixo e nariz

É uma doença vascular inflamatória crônica, com remissões e exarcebações, também chamada erroneamente de “acne rosácea”, pois a acne é uma doença da glândula sebácea, totalmente diferente da rosácea, seja pela a causa ou idade, ou pelos aspectos clínicos e as características no geral. A rosácea ocorre em 1,5% a 10% das populações estudadas. Ocorre principalmente em adultos entre 30 e 50 anos de idade. É mais frequente em mulheres, porém atinge muitos homens e, neles, o quadro tende a ser mais grave, evoluindo continuamente com rinofima (aumento gradual do nariz por espessamento e dilatação folículos). Raramente ocorre em negros.

A rosácea é uma doença que afeta a pele principalmente da região centrofacial. Caracteriza-se por uma pele sensível, geralmente mais seca, que começa a ficar eritematosa (vermelha) facilmente e se irrita com ácidos e produtos dermatológicos, no geral. Aos poucos, a vermelhidão (eritema) tende a ficar permanente e aparecem vasos finos (telangiectasias), pápulas e pústulas que lembram a acne, podendo ocorrer edemas e nódulos. Fequentemente, surgem sintomas oculares, de olho seco e sensível à inflamação nas bordas palpebrais (blefarite). Na fase pré-rosácea, há eritema discreto na face, que se agrava com surtos de duração variável, surgindo espontaneamente ou pela ação de fatores citados. Aos poucos, os episódios podem se tornar frequentes e até permanentes.   Um sintoma pode ser mais proeminente que outro, variando muito de pessoa a pessoa.

Não há cura para a rosácea, mas há tratamento e controle, com muitos avanços recentes. Tudo depende da fase clínica que o paciente está.

O Sculptra é um ácido L-polilático, polímero sintético biodegradável que estimula a formação de colágeno, gera firmeza e diminui as rugas na pele.

Trata-se de um produto biocompatível (não prejudica o organismo), reabsorvível (é absorvido pelo organismo com o tempo) e hipoalergênico.

O Acido L-polilático estimula a proliferação celular e proporciona produção de um novo colágeno. É considerado um preenchedor natural, com a finalidade de reesculpir a face, reestruturar os locais do corpo onde é aplicado.

Poder ser utilizado em qualquer área do corpo para melhorar a flacidez, aumentar a espessura da pele, tratar celulite e corrigir as alterações do contorno.

Ao estimular a produção do colágeno pelo próprio organismo, o Sculptra ® apresenta resultados evidentes a partir da segunda sessão (geralmente 2 meses após o início das aplicações), que permanecem por até 2 anos. Nesse período, novas aplicações podem ser feitas para mantê-lo.

A correção imediata obtida com Sculptra ® decorre do edema (inchaço) causado pela administração do produto, sendo, portanto, transitória. Em poucos dias, esse líquido é reabsorvido e o paciente adquire a aparência anterior às aplicações.

Aproximadamente a partir do décimo dia de sua administração, Sculptra ® passa a estimular a formação do novo colágeno, que irá corrigir gradualmente as alterações de volume e contorno faciais e corporais.

A Aplicação é feita com agulha muito fina, em toda região a ser tratada. O procedimento é muito bem tolerado usando somente anestésico tópico no local e gelo.

Em média, são necessárias 3 a 4 sessões de aplicações na área tratada, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. O tempo do procedimento varia de 30 a 40 minutos e o paciente pode voltar às atividades diárias logo após a aplicação.

Os efeitos adversos mais comuns são relacionados à aplicação do produto: discreto sangramento, equimoses, dor e vermelhidão local. Todos eles são transitórios, desaparecendo em média de 3 a 10 dias após sua aplicação.

É contra indicado em pacientes alérgicos a qualquer um de seus componentes; também não deve ser aplicado em pacientes que apresentem infecção ou inflamação cutânea no local da aplicação, gestantes e portadores de doenças autoimunes em atividade.

O Ácido poli-L-lático (Sculptra) é uma substância bastante moderna usada por Dermatologistas para rejuvenescimento e restauração do volume cutâneo. Não é simplesmente um preenchedor das linhas de expressão, também tem efeito volumizador, pois expande os tecidos de modo tridimensional, nas direções superior, anterior é lateral, porém a grande proposta do produto é reestruturar a área onde é aplicado, com melhora da flacidez, dos sulcos e das rugas, embelezando realmente sua face, mãos, colo, pescoço e contorno do corpo. Proporciona um efeito lifting maravilhoso.

      • PRINCIPAIS LESÕES:
        • Acrocordons
        • Ceatose actínica
        • Ceratose seborreica
        • Cicatrizes
        • Cistos de pele e couro cabeludo
        • Fissuras do lóbulo da orelha
        • Lipomas
        • Melanoses solares
        • Papulose nigricans
        • Pintas ou nevos
        • Quelóides
        • Siringomas
        • Tumores benignos e malignos
        • Unha encravada
        • Xantelasmas

O tratamento é realizado por meio de agulhas muito finas, com a aplicação de ácido hialurônico bem fluido diretamente na derme. O produto tem o potencial atrair moléculas de água para o local onde é aplicado, além de estimular a formação de colágeno e outras proteínas na derme, o que faz dele um potente hidratante. Leva água diretamente para o interior das células e o resultado é mais firmeza, luminosidade e rejuvenescimento da pele, alem de atenuar rugas finas, melhorar a aparência e devolver o aspecto de vitalidade.

O Skinboosters não é preenchedor, não aumenta volume. Normalmente são necessárias 3 aplicações que são feitas mensalmente para se notar o efeito final deste tratamento. Pode ser aplicado em qualquer região do corpo que contenha flacidez ou envelhecimento. Muito usado ao longo de toda a face, pescoço, mãos e colo. Na área dos olhos, melhora as pequenas rugas da pálpebra, promove clareamento das olheiras e rejuvenescimento dessa região. Muito indicado também para as rugas ao redor dos lábios. Pode ainda ser usado no tratamento de cicatriz de acne e associado a outros tratamentos como laser, dermoabrasão, microagulhamento e peelings.

O resultado da hidratação da pele é duradouro, porém recomenda se reaplicações anuais, pois o envelhecimento da pele é um processo contínuo e o tratamento deve ser periódico.

O procedimento é bem pouco incômodo. O produto é injetado na pele por meio de agulha muito fina. As aplicações se tornam bem toleradas quando feitas com anestésico tópico aplicado com 1 hora de antecedência e reaplicado 30 minutos antes do procedimento. Pode ocorrer algum hematoma que desaparece em aproximadamente cinco dias.

A hidratação profunda é feita em qualquer tipo de pele, em qualquer idade. Atua melhorando pequenas linhas e rugas de expressão, melhorando a textura e o teor de hidratação da pele. O resultado é uma pele mais firme, renovada e jovem.

Subcision® é a técnica cirúrgica usada para a correção de rugas e sulcos da face, cicatrizes deprimidas e outras alterações do relevo cutâneo, incluindo a celulite. Em tais alterações, a pele encontra-se retraída por septos fibróticos subcutâneos do sistema musculoaponeurótico superficial (SMAS).

A palavra Subcision® é originada do termo em inglês, Subcutaneous Incisionless Surgery que, na língua portuguesa, significa cirurgia subcutânea sem incisão. Foi descrita e registrada em 1995 por Orentreich e Orentreich, como uma nova alternativa cirúrgica para a correção de rugas e cicatrizes deprimidas da face.

Em 1997, no Brasil, a técnica foi indicada, pela primeira vez, para o tratamento da celulite. Hexsel e Mazzuco (1977) sugeriram a técnica para o tratamento da celulite de grau avançado e, em 2000, publicaram o passo-a-passo do procedimento cirúrgico. Com a técnica Subcision®, as traves fibrosas subcutâneas são seccionadas para liberar a tração que elas exercem sobre a pele. No procedimento cirúrgico são também seccionados vasos sangüíneos, presentes junto aos septos, resultando na formação de hematomas. Esses hematomas, estimulam a formação de um novo tecido conjuntivo, que vai atuar preenchendo o local tratado e redistribuindo a gordura, as forças de tração e tensão (Heysel et al.2003).

A Subcision® é também utilizada para o preenchimento cutâneo corrigindo as depressões do relevo cutâneo que aparecem após a lipoaspiração, nas cicatrizes deprimidas, nas áreas doadoras de gordura para enxertos, em áreas pós-traumáticas ou em doenças inflamatórias subcutâneas. Contudo, essa técnica não é indicada para a correção da celulite de graus mais leves, como os graus I e II, nem para o tratamento de flacidez ou de gordura localizada. Estas duas últimas condições podem estar associadas a piora do quadro da celulite já instalada ou serem confundidas com uma celulite de grau III. Na celulite, os resultados são diretamente relacionados com indicação correta, adequada avaliação pré-operatória e seguimento das orientações pós-operatórias, especialmente quanto ao uso de roupas compressivas, durante 30 dias, que delimitarão a extensão do hematoma e promoverão uma recuperação mais rápida.

O procedimento da Subcision® é simples e seguro, mas só pode ser realizado por médicos, preferencialmente com experiência no procedimento. É um procedimento de custo relativamente baixo, que pode ser utilizado em várias condições clínicas como cicatrizes, rugas, celulite e alterações pós-lipoaspiração.

Antes da realização do procedimento é preciso realizar uma avaliação clínica do paciente e a exames laboratoriais. Eles detectarão as condições que poderão comprometer a cirurgia ou a saúde do paciente. É importante a investigação de distúrbios da coagulação, história de tabagismo, fatores nutricionais, infecção ativa no local, uso de medicamentos e reações adversas ao uso destes, presença de cicatrizes atróficas e história de cicatrizes hipertróficas ou quelóides. Além disso, o número necessário de sessões operatórias dependerá do tamanho, profundidade e localização do defeito, da tendência individual de formação de colágeno e da intensidade do procedimento utilizado.

A toxina botulínica tipo A é uma proteína que causa relaxamento muscular no local onde é injetada. Sua aplicação é feita diretamente no músculo responsável pela formação da linha ou ruga de expressão, causando seu relaxamento temporário e conferindo ao rosto uma aparência mais rejuvenescida, descansada, e agradável.

No caso da hiperidrose (sudorese excessiva) o produto é aplicado diretamente nas axilas e palma das mãos, sendo o melhor resultado nas axilas.

Na face, é utilizada principalmente na parte superior, para suavizar as linhas de expressão da mímica facial, as rugas da testa, entre as sobrancelhas, e os “pés de galinha”, bem como no posicionamento, arqueamento e desenho das sobrancelhas. Atualmente vem sendo usada nas rugas periorais, sorriso gengival, para suavizar comissuras labiais profundas, também no pescoço para melhorar o contorno do rosto e as rugas nesse local, trazendo um aspecto mais jovial.

A aplicação de Toxina Botulínica é realizada com seringa de insulina e uma agulha muito fina.

Podem aparecer pequenas punções da injeção realizada, que desaparecem completamente após cerca de 2 a 3 horas, não deixando marcas após a aplicação. Pequenos hematomas são muito raros e se ocorrerem, desaparece após alguns dias. Os efeitos começam a aparecer por volta de 48 horas após a aplicação, a paralisia total dos músculos tratados acontece após 10 dias.

No dia da aplicação deve­ se evitar atividade física e massagens no local. Além disso, recomenda­ se não deitar durante as primeiras 4 horas. A duração do efeito da toxina botulínica é muito variável, em geral de 4 a 6 meses, sendo que em fumantes e pessoas que praticam esportes intensos a duração costuma ser menor.

É contra indicado o uso da toxina botulínica em grávidas, mulheres amamentado, pacientes com distúrbios neuro musculares e algumas doenças autoimunes. O tratamento com a toxina botulínica é indicado para prevenção de rugas que ocorrerão por hábitos de expressão, quando já aparecem às marcas de expressão, rugas dinâmicas e para correção de assimetria facial. O tratamento preventivo é muito interessante. Sua aplicação torna a aparência relaxada e descansada, além de rejuvenescer.

As estrias são cicatrizes suaves em locais onde houve estiramento excessivo da pele, levando a um rompimento prematuro das fibras.

Estrias – Tratamento:

■ Laser CO2 Fracionado

Tratamento de Celulite

 

Tratar a celulite é sempre um grande desafio. Infelizmente, esse mal atinge mais de 90% das mulheres… Além do problema estético, pois a aparência da celulite é desagradável, há a questão da saúde, uma vez que pode haver dor local, formação de caroços e piora na circulação e irrigação do tecido acometido.

Afinal, é possível combatê-la? Vamos entender suas causas, como preveni-la e como tratá-la.

O que causa o aparecimento da celulite?

Conhecida como lipodistrofia ginoide LDG, a celulite é um desequilíbrio de liquidos, vasos e gordura e se manifesta na mulher modificando a estrutura da pele, principalmente nas regiões dos glúteos e a face posterior das coxas. A LDG é dividada em 4 estágios, de acordo com a gravidade:

Grau I: assintomático, sem lesões, tem história familiar. Ocorrem alterações ao nível das células adiposas,observadas somente ao microscópio.

Grau II: as alterações são visíveis ao contrair a musculatura ou comprimir a pele.

Grau III: são observadas ondulações, conferindo à pele aspecto em “casca de laranja”. Neste grau, a LDG pode ser dolorosa.

Grau IV: semelhante ao grau III, porém mais severo. Ocorrem nódulos visíveis, dolorosos, grande alteração do relevo da pele, podendo ocorrer aderência aos planos profundos.

As causas da LDG são variadas:

– Hereditariedade: a estrutura do tecido adiposo é determinada geneticamente. Algumas pessoas têm maior tendência à formação de celulite, provavelmente por uma predisposição do tecido adiposo e alterações circulatórias de sangue e outros líquidos.

– Fatores hormonais: os hormônios femininos são os principais causadores de celulite. Por esse motivo as mulheres são as principais afetadas. O problema em geral se inicia na puberdade, quando tem início a produção dos hormônios femininos. Qualquer doença que provoque uma alteração hormonal favorecerá a piora da LDG. Uso de medicamentos com hormônios, como anticoncepcionais, também podem desencadear ou agravar o quadro.

– Má alimentação: o descontrole alimentar é um forte componente para o agravamento do problema. Nosso corpo tenderá sempre a estocar energia. Toda dieta hipercalórica e hipergordurosa favorecerá a formação de novas células de gordura. Mais células de gordura numa área onde a circulação sanguínea já é deficiente, só agravarão o problema.

– A ingestão de líquidos também é fator fundamental; quanto menos líquido ingerido, mais ficarão retidos produzindo edema no local.

– Vida sedentária: quanto menor for a atividade física, menor será a ativação da circulação sanguínea e da drenagem normal da pele. Exercício físico é importante também na queima de calorias.

– Tabagismo: é conhecido que o cigarro prejudica a circulação sanguínea.

Como posso evitar a celulite?

Não há como alterar a influência hereditária; porém, para todos os outros fatores causais da celulite, existe algo a ser feito.

A atividade física tem muitos benefícios; ativa a circulação, aumenta a queima calórica, diminui o stress e melhora a postura. Hábitos saudáveis como não fumar, não beber em exagero, manter uma dieta balanceada, com ingestão de muita água e diminuição de sal, também são fundamentais.

Devemos nos preocupar com a prevenção, principalmente a partir da puberdade, porque até esta fase são poucos estímulos que irão favorecer a celulite. Logicamente pessoas com maior tendência familiar deverão ter mais cuidado, principalmente relacionados a manter o peso, no sentido de manter uma dieta equilibrada, beber muito líquido, fatores hormonais, que devem ser avaliados e tratados; e além disso, a pessoa deve também fazer exercícios físicos regulares e moderados.

A palavra chave na prevenção da celulite é EQUILÍBRIO.

Tratamento

O tratamento da LDG deve ser encarado como uma mudança no estilo de vida, mantendo hábitos saudáveis. A alimentação é básica; deve ser equilibrada, abusando de frutas, verduras, alimentos não muito calóricos, pouca gordura e pouco carboidrato. Vários tratamentos podem ser utilizados, em geral, em associação, para se obter melhores resultados. Existem várias possibilidades:

Cremes e óleos ativadores da circulação e da lipólise: várias substâncias podem ser usadas na intenção de ativar a quebra de gordura e melhorar a circulação sanguínea local. Devem conter liporedutores, substâncias que realmente vão agir em algum ponto da celulite; sempre levando em consideração que há a questão da absorção, dificultando então o resultado final.

Drenagem linfática: massagem suave que acompanha a cadeia dos gânglios para evitar a retenção líquida. É feita delicadamente, fazendo-se pressão no trajeto dos vasos linfáticos.

Injeção intradérmica de substâncias: são diversas misturas de medicamentos, chamadas de “mesclas”. Existem mesclas específicas para a LDG, que melhoram a circulação local, reduzem o edema e aumentam a quebra de gordura.

Subcisão: pequena cirurgia na qual descola se a pele, usando uma agulha especial, gerando uma reorganização cicatricial que visa melhorar a circulação e atenuar as marcas da LDG.

Radiofrequência bipolar, infra vermelho e massagem: aparelho com tripla ação – a radiofrequência emite calor que estimula o colágeno e melhora a circulação; a massagem à vácuo faz a drenagem do tecido, e a onda infravermelha que também ajuda no reequilíbrio do tecido gorduroso. Graças à associação de várias tecnologias em uma única ponteira, é possível reduzir medidas, tratar a flacidez e a celulite.

Ultrassom: aparelho de radiofrequência que produz um grande aquecimento na área tratada, levando ao estímulo de um novo colágeno e, consequentemente, ao enrijecimento da pele. A radiofrequência baseia-se no aquecimento controlado da derme profunda, enquanto a camada superficial é preservada através de sistemas de resfriamento, levando à contração imediata do colágeno e neocolagênese (formação de colágeno). Indicado para tratar a flacidez e a celulite.

Laserlipólise: é uma técnica a laser que quebra as células de gordura e ajuda a reduzir medidas, além de estimular a produção de colágeno. O procedimento une a tecnologia do laser associada à lipoaspiração. Por meio do calor gerado por uma fibra ótica, a gordura é diretamente derretida. Os adipócitos destruídos são absorvidos pelo organismo ou o material restante pode ser lipoaspirado.

Todas as técnicas e o uso de qualquer medicamento devem ser indicados pelo médico.

Celulite – Tratamento

■ Aparelho de Radiofrequência

■ Aparelho de Radiofrequência, Infravermelho e Massagem

■ Hidrolipoclasia

■ Drenagem Linfática

A queda de cabelo é uma preocupação constante para as pessoas, porém para as mulheres adultas traz consequências como baixa autoestima, ansiedade e depressão bem mais altas do que em outras doenças dermatológicas.

Quantos fios podem cair num dia? Quando devo me preocupar? Estas perguntas são difíceis, pois a quantidade é relativa e pode variar muito, entre 40 a 100 fios por dia. O mais importante não é o número exato de fios que caem, mas sim se há um aumento perceptível em relação a quantidade anterior. Porém, pior do que a queda é o afinamento do fio, que pode significar um diagnóstico de calvície, principalmente quando esse afinamento ocorrer na parte superior frontal do couro cabeludo. Portanto, havendo percepção de muita queda de cabelo e/ou afinamento, é importante procurar o especialista.

Hoje, devido ao maior conhecimento em relação ao funcionamento do folículo e também da genética e fisiologia envolvidos com suas respostas, podemos agir de forma mais abrangente. Exames de sangue, avaliando sobre as funções da tireoide, além de pesquisar anemia, fatores inflamatórios e distúrbios hormonais da adrenal ou ovário; também é interessante checar o nível de ferritina, vitamina D, vitamina B e zinco.

O exame local, com um programa de dermatoscopia, chamado trichoscan, ajuda para sabermos a contagem dos fios na fase de crescimento, repouso e também de fios que afinam muito e são miniaturizados. Descamação, coceira, ardência e dor no couro cabeludo, devem ser considerados na abordagem terapêutica. O tratamento específico da queda de cabelo, sempre dependerá da causa envolvida. Muitas vezes será necessário tratar alterações da tireoide ou aquelas do ovário policístico.

No meeting da Academia Americana de Dermatologia, realizado no início de março, foram citados vários tratamentos para a queda de cabelo, sempre frisando a importância de conhecer a causa e também de encarar a multiplicidade de fatores envolvidos com a mesma.

O uso de vitaminas, fitoterápicos, aminoácidos sempre são interessantes na composição destes tratamentos. Zinco, vitamina b12, biotina, cisteína, são algumas das substâncias interessantes. A finasterida e o minoxidil continuam sendo interessantes para tratar a queda de cabelo.

A grande vedete foi o Plasma Rico em Plaquetas, que consiste em retirar sangue do paciente, separar a fração, que é rica em plaquetas para aplicá-la no couro cabeludo. Esse concentrado de plaquetas tem muitos fatores de crescimento naturais que são capazes de estimular o crescimento do folículo piloso.

Variantes desse procedimento são realizadas em nosso meio com boa perspectiva de melhora.

Urticária são lesões vermelhas e inchadas, como vergões, que aparecem na pele rapidamente e coçam muito. O nome da lesão é urtica. Elas podem ser pequenas, isoladas ou se juntar e formar grandes placas vermelhas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhado de coceira. Pode aparecer em qualquer área do corpo. Normalmente as lesões mudam de lugar e algumas vão sumindo e outras aparecendo. Cada lesão que aparece dura menos de 24 horas e some completamente, sem deixar marcas. Pode ocorrer várias vezes ao dia ou aparecer sempre no mesmo horário, por exemplo, ao acordar, durante a tarde ou à noite. A coceira costuma ser muito intensa e atrapalha a vida, o trabalho e o sono.

Pode ocorrer inchaço (edema) nos lábios, pálpebras, língua, garganta, genitais, mãos e pés. Esse inchaço é chamado de angioedema, que, assim como a urticária, regride e some sem deixar marcas. O angioedema pode ser acompanhado, ou não, de falta de ar, dor abdominal ou dor para engolir. Essa forma mais grave pode levar ao risco de vida.

A urticária que melhora até 6 semanas é chamada de urticária aguda. Quando dura mais que 6 semanas é chamada de urticária crônica. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adolescentes e adultos jovens.

O que causa?

Algumas causas comuns que desencadeiam a urticária são medicamentos (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, vitaminas etc.), alimentos (corantes, conservantes e aditivos), infecções (bactérias, vírus e parasitas), estímulos físicos (calor, sol, frio, fricção e vibração), picada de insetos, doenças endócrinas (tireoidites) ou reumatológicas (lúpus eritematoso), doenças malignas (linfomas e tumores) e, em muitas vezes, a causa não é determinada.

Quando é desencadeada a urticária, ocorre uma reação na qual substâncias são liberadas e irão causar o edema e a coceira na pele. A principal delas é a histamina.

Sintomas e sinais:

O sintoma mais comum é a coceira (também chamado de prurido), mas as lesões podem tem a sensação de ardor ou queimação.

As lesões (urticas) vermelhas e inchadas podem ter desde milímetros a centímetros de tamanho, estar isoladas ou se juntar formando placas extensas. Localizam-se em algumas regiões do corpo ou podem atingir quase toda a pele (chamada de urticária gigante). A forma das lesões é variada, pode ter contornos em arcos, em círculos, vergões, formando desenhos irregulares e estranhos. A duração das urticas é breve, algumas vão sumindo após algumas horas, enquanto outras vão surgindo. Cada lesão permanece no máximo 24 horas desde seu aparecimento. Quando regridem, não deixam marcas e desaparece também a coceira. Os sinais e sintomas da urticária podem reaparecer a qualquer momento, durante horas, dias ou meses.

No angioedema ocorre inchaço rápido, intenso e localizado, que atinge normalmente pálpebras, lábios, língua e garganta, algumas vezes dificultando a respiração, constituindo risco de vida. As lesões de angioedema podem durar mais de 24 horas.

Existe uma complicação chamada anafilaxia em que a reação alérgica envolve todo o corpo, determinando náuseas, vômitos, queda da pressão arterial, edema de glote (garganta) com dificuldade para respirar. É grave e necessário o atendimento de emergência.

Diagnóstico:

O diagnóstico da urticária e do angioedema são feitos principalmente pela história detalhada da doença e pelos sinais e sintomas que o paciente apresenta.

Alguns exames laboratoriais, como de sangue, fezes e urina, são solicitados para tentar identificar a causa da urticária ou encontrar doenças associadas, mas muitas vezes a causa específica não é encontrada.

A biópsia da pele pode ser realizada em casos de difícil controle ou para diferenciar de outras doenças da pele.

Tratamento:

O principal tratamento da urticária é descobrir e afastar a causa quando possível. Evitar calor, bebidas alcoólicas e estresse que são fatores que pioram a irritação.

A dieta alimentar sem corantes, conservantes, embutidos (frios, salsicha etc.), enlatados, peixe e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais, costuma ajudar a melhorar mais rápido, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento.

Medicações do tipo antialérgicos são indicados como primeira opção para o tratamento da urticária. Outras medicações como corticoesteroides e imunossupressores também podem ser utilizados, de acordo com a avaliação médica.

Casos graves de angioedema ou anafilaxia devem ser levados ao serviço de emergência.

O tratamento deve sempre ser indicado pelo médico dermatologista após estudo detalhado de cada caso. A automedicação pode prejudicar muito o tratamento e o controle da urticária.

Orientações finais:

Mesmo sem se descobrir a causa, a urticária é controlada em mais da metade dos casos entre seis meses até um ano. Em cinco anos, cerca de 90% dos pacientes estão sem a doença.

A melhor forma de evitar a urticária é afastar-se das causas conhecidas de alergia.

Verrugas são proliferações benignas da pele causadas pelo papilomavírus humano (HPV). A infecção ocorre nas camadas mais superficias da pele ou mucosa, ativando o crescimento anormal das células da epiderme.

A transmissão do HPV ocorre por contato direto com pessoas e/ou objetos infectados. Pequenas feridas são necessárias para inoculação do HPV, motivo pelo qual as verrugas são mais comuns em áreas de traumas. É possível ocorrer autoinoculação por meio de pequenos ferimentos que servem de porta de entrada para o vírus, também a transmissão pelo contato sexual e pela via materno-fetal no momento do parto. Pacientes com baixa imunidade são os mais vulneráveis ao aparecimento de verrugas. O pico de incidência ocorre entre 12 e 16 anos.

Sintomas e diagnóstico

O aspecto da verruga varia de acordo com o local acometido. Costumam se apresentar sem sintomas, vegetantes, ásperas, da cor da pele, mas também podem ser planas, macias e escuras. As lesões clínicas decorrentes da infecção pelo HPV podem se apresentar de diferentes formas:

Verrugas vulgares

São os tipos mais comuns. Em geral, as lesões são pápulas irregulares, endurecidas e ásperas. Podem se apresentar como lesões isoladas ou agrupadas, em número variável. Encontram-se com frequência em áreas sujeitas a maior trauma, como mãos, dedos, cotovelos, joelhos e ao redor das unhas (verrugas periungueais).

Verrugas filiformes

Apresentam-se como projeções finas e alongadas, em geral isoladas ou pouco numerosas. Comumente surgem na face, pescoço, pálpebras e lábios, e é alta a incidência em pessoas mais velhas.

Verrugas planas

Apresentam-se como pequenas pápulas (“bolinhas”) acastanhadas ou amareladas, de no máximo 5 mm, cuja principal característica é apresentar uma superfície plana e lisa. Surgem com maior frequência na face e dorso das mãos de adolescentes.

Verrugas plantares

As verrugas localizadas nas plantas dos pés são muitas vezes confundidas com os calos. O peso que o corpo exerce sobre elas faz com que cresçam para dentro, o que provoca dor ao andar. A presença de um anel periférico espessado com pequenos pontos escuros no centro da lesão lembra a imagem de um “olho de peixe”, nome pelo qual são popularmente conhecidas.

Verrugas ano genitais

Apresentam-se como lesões vegetantes, úmidas, isoladas ou agrupadas, que lembram o aspecto de couve-flor (condiloma acuminado). Podem acometer a mucosa genital feminina e masculina, uretra, vagina, colo do útero, região perianal ou mucosa oral. Existem diferentes subtipos virais envolvidos na infeção genital, estando bem estabelecida a relação entre a infecção genital por alguns subtipos de HPV considerados de alto risco e o câncer genital, principalmente do colo do útero.

Tratamento

As verrugas podem involuir espontaneamente, dentro de meses, ou persistir por anos. Nas crianças geralmente curam-se sem necessidade de medicação, entretanto, por causa do risco de disseminação do vírus para outras pessoas e o surgimento de novas lesões no próprio indivíduo pela autocontaminação, seu tratamento é recomendado. Já nos adultos, as verrugas não costumam desaparecer sem tratamento. Existem diferentes modalidades terapêuticas que levam a destruição ou remoção das lesões. Cada tipo de verruga exige um tratamento diferenciado.

As verrugas anogenitais são as mais difíceis de serem tratadas, podendo ser nescessária uma combinação de tratamentos e muitas vezes cirurgias para a retirada das lesões. Por causa do risco de provocarem câncer, esse tipo deve ser tratado com muita atenção.

Prevenção

As vacinas contra o HPV estão indicadas para prevenção da infecção genital, reduzindo o risco de evolução para o câncer genital. É indicada para meninas a partir dos 9 anos, e por ser vacina preventiva, deve ser aplicada preferencialmente antes do início da vida sexual e está disponível nos postos de saúde. A vacina para meninos encontra-se, por enquanto, apenas disponível na rede particular.

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (as células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

A doença é caracterizada por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica. O tamanho das manchas é variável.

O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Importante: o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos a saúde física. No entanto, as lesões provocadas pela doença não raro impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ser recomendado.

SINTOMAS

A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Entretanto, em alguns casos, os pacientes relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.

A maior preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença. Por isso, em alguns casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento.

Quando o vitiligo é detectado, o dermatologista pode classificá-lo por dois tipos:

Segmentar ou Unilateral

Manifesta-se apenas uma parte do corpo, normalmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.

Não segmentar ou Bilateral

É o tipo mais comum; manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. Em geral, as manchas surgem inicialmente em extremidades como mãos, pés, nariz, boca. Há ciclos de perda de cor e épocas em que a doença se desenvolve, e depois há períodos de estagnação. Estes ciclos ocorrem durante toda a vida; a duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores com o tempo.

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DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas hipopigmentadas têm geralmente localização e distribuição características. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood é fundamental nos pacientes de pele branca, para detecção das áreas de vitiligo.

As análises sanguíneas deverão incluir um estudo imunológico que poderá revelar a presença de outras doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistémico e da doença de Addison. O histórico familiar também é considerado. Portanto, se há pessoas na família com vitiligo, é importante redobrar a atenção.

É bom salientar que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser discutido com um dermatologista, conforme as características de cada paciente.

Dentre as opções terapêuticas está o uso de medicamentos que induzem a repigmentação das regiões afetadas. Também pode-se empregar tecnologias como o laser, bem como técnicas de cirúrgicas ou de transplante de melanócitos.

O tratamento do vitiligo é individualizado, e os resultados podem variar consideravelmente entre um paciente e outro. Por isso, somente um profissional qualificado pode indicar a melhor opção.

É importante lembrar que a doença pode ter um excelente controle com a terapêutica adequada e repigmentar completamente, sem nenhuma diferenciação de cor.